Informações sobre hanseníase, causas, sintomas e tratamento da hanseníase, identificando práticas que possam contribuir para a sua cura.


Hanseníase

A hanseníase é uma infecção granulomatosa crônica, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, transmitida pelas vias aéreas superiores, de pessoa a pessoa. A transmissão se faz de forma direta, por via respiratória, mas é necessário ter predisposição para adquirir a doença e ter contato íntimo e prolongado com o doente sem tratamento. O bacilo tem elevado potencial infectante, mas, somente 10% das pessoas que vivem em situações de alta prevalência adoecem. Vários estudos têm demonstrado que, diante da contaminação, a maioria dos indivíduos oferece resistência ao Mycobacterium leprae, não desenvolvendo a doença, situação que pode ser alterada, em função da relação entre agente, meio ambiente e hospedeiro.
A afecção pode ser mais bem entendida se for considerada associação de duas doenças. A primeira é uma infecção crônica causada pelo M. leprae, organismo intracelular obrigatório que induz extraordinária resposta imune nos indivíduos acometidos.
A segunda é neuropatia periférica iniciada pela infecção e acompanhada por eventos imunológicos, cuja evolução e sequelas frequentemente se estendem por muitos anos após a cura da infecção, podendo levar a grave debilidade física, social e consequências psicológicas.
O Ministério da Saúde (MS) considera caso de hanseníase quando o indivíduo apresenta uma ou mais de uma das seguintes características e que necessita quimioterapia: lesão de pele com alteração de sensibilidade; acometimento de nervo com espessamento neural; baciloscopia positiva.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu a hanseníase como um problema de saúde pública, principalmente nos países cujas taxas de prevalência ultrapassam um caso por 10.000 habitantes.

Diagnóstico e tratamento da hanseníase

Hoje, o diagnóstico e tratamento da hanseníase é fácil e a maioria dos países endêmicos estão-se esforçando para integrar plenamente os serviços de hanseníase nos serviços de saúde geral existentes. Isto é especialmente importante para aqueles comunidades carentes e marginalizadas que correm maior risco de hanseníase, muitas vezes os mais pobres dos pobres.
O acesso à informação, diagnóstico e tratamento com poliquimioterapia (PQT) continuam a ser elementos-chave na estratégia para eliminar a doença como problema de saúde pública, definido como atingindo uma prevalência de menos de um caso de hanseníase por 10.000 habitantes. Apenas um par de países endêmicos ainda tem de alcançar este objectivo a nível nacional; já que a maioria dos países está agora a aplicar a mesma estratégia de eliminação a nível regional, distrital e sub-distrital. Tratamento MDT foi disponibilizadogratuitamente para todos os pacientes em todo o mundo desde 1995, e fornece uma cura simples, mas altamente eficaz para todos os tipos de hanseníase.

De acordo com relatórios oficiais recebidas de 103 países e territórios, a prevalência registrada mundial da hanseníase no final do primeiro trimestre de 2014 situou-se em 180,464 casos, enquanto o número de novos casos detectados em 2013 era de 215.557 (excluindo o pequeno número de casos em Europa).


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