Informações sobre hanseníase, causas, sintomas e tratamento da hanseníase, identificando práticas que possam contribuir para a sua cura.


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Como se faz o diagnóstico de hanseníase

O diagnóstico da hanseníase é muitas vezes adiado, pois não é normalmente considerado, especialmente em países onde esta doença é rara. Algumas pessoas com hanseníase podem ter um familiar próximo com a doença, mas muitas vezes as pessoas não sabem a origem de sua doença.
Um pedaço de pele descolorida, muitas vezes, mas não sempre, que não provoca qualquer sensibilidade anormal, pode ser o primeiro sinal de hanseníase. Um médico ou enfermeiro irá formular perguntas e procurar por dormência nas mãos ou pés inchados, problemas nos nervos ou nos olhos, feridas ou deformidades nas mãos ou pés, ou alterações na pele que possam indicar a hanseníase. Um médico ou enfermeiro pode fazer uma pequena incisão na pele para retirar uma pequena amostra de fluido sob a pele, para enviar a um laboratório para análise. Se as bactérias que provocam hanseníase, nomeadamente M. leprae forem detetadas na amostra ou biópsia, em seguida, a hanseníase é diagnosticada. Se uma pessoa suspeita que tem hanseníase, deve consultar o seu médico com brevidade para que não ocorram danos graves.
Lembre-se, a hanseníase é curável.

Como se faz o diagnóstico da hanseníase

Sendo a hanseníase, uma doença de evolução insidiosa e de grande potencial incapacitante, o diagnóstico precoce da hanseníase é de fundamental importância e deve ser o primeiro objetivo das ações de controle da Hanseníase (Brasil Ministério da Saúde, 1994, p.17).
A anamnese, o exame clínico cuidadoso das lesões cutâneas e a pesquisa da sensibilidade nervosa periférica permitem. quase sempre, o diagnóstico da Hanseníase. Toda superfície cutânea deve ser examinada. Entretanto, existem exames que podem ser usados como auxiliares no diagnóstico da hanseníase. Os mais usados são o exame baciloscópico e o exame histopatológico, que serão relatados a seguir. Convém citar, ainda, a existência dos testes da histamina e pilocarpina que, não sendo mais utilizados na rotina diagnóstica, não são especificados. O teste de Mitsuda era usado até recentemente, e auxiliava na classificação das formas clinicas da hanseníase.
Ressalta-se a superioridade do diagnóstico clinico, mediante exame dermato-neurológico, sobre os exames laboratoriais complementares (Brasil Ministério da Saúde, 1994).
Para Yamashita et al. (1996), o diagnóstico da Hanseníase baseia-se nos sinais clínicos e nos achados laboratoriais, porém, nenhum exame laboratorial atualmente utilizado pode ser considerado completo, capaz de diagnosticar e classificar a forma clinica da Hanseníase.

Diagnóstico precoce da hanseníase

O diagnóstico precoce da hanseníase e o reconhecimento imediato dos quadros reacionais garantem a interrupção da cadeia de transmissão e é uma das prioridades para prevenção de incapacidades físicas. Segundo o Ministério da Saúde estas incapacidades e deformidades podem acarretar alguns problemas, tais como diminuição da capacidade de trabalho, limitação da vida social e problemas psicológicos. São responsáveis, também, pelo estigma e preconceito contra a doença. Torna-se importante considerar o enorme potencial incapacitante que a hanseníase trás consigo, contribuindo como co-fator para a manutenção dos estigmas associados.

Diagnóstico diferencial da hanseníase

As principais dermatoses que se assemelham a algumas formas e reações hansênicas, exigindo diferenciação segura, são: eczemátides, nevo acrômico, pitiríase versicolor, vitiligo, pitiríase rósea de Gibert, eritema solar, eritrodermias e eritemas difusos vários, psoríase, eritema polimorfo, eritema nodoso, eritemas anulares, granuloma anular, lúpus eritematoso, farmacodermias, fotodermatites polimofas, pelagra, sífilis, alopécia areata (pelada), sarcoidose, tuberculose, xantomas, hemoblastoses, esclerodermias, neurofibromatose de Von Recklinghausen.

Diagnóstico Laboratorial da hanseníase

Exame baciloscópico
embora o diagnóstico de Hanseníase seja essencialmente clínico e epidemiológico, a baciloscopia de pele (esfregaço intradérmico), quando disponível, pode ser utilizada para a classificação dos casos como pauci ou multibacilares. Quando negativa, não exclui o diagnóstico de hanseníase, mas, quando positiva, permite classificar o caso como multibacilar, independente do número de lesões presentes.

Exame histopatológico
indicado como suporte para a elucidação diagnóstica e também em pesquisas. Os bacilos de Hansen são vistos isoladamente ou em aglomerados chamados globias no citoplasma dos macrófagos (células de Virchow). A formação de globias é exclusiva da hanseníase virchowiana.

Diagnóstico clínico da hanseníase

O diagnóstico de hanseníase é essencialmente clínico e epidemiológico, baseado na história, nas condições de vida do indivíduo e no exame dermatoneurológico. Este último objetiva identificar lesões ou áreas de pele com diminuição ou perda da sensibilidade, comprometimento de nervos periféricos, com ou sem espessamento, além de alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas.
Casos com suspeita de comprometimento neural puro, sem lesão cutânea, e os que apresentam área com alteração sensitiva e/ou autonômica duvidosa e sem lesão cutânea evidente requerem avaliação em unidades de saúde de maior complexidade para a confirmação diagnóstica.

Diagnóstico da hanseníase

O diagnóstico é feito através do exame clínico, realização da anamnese, avaliação dermatológica e neurológica (presença de alteração de sensibilidade e motora e espessamento neural); e laboratorial, através da baciloscopia, onde se observa o Mycobacterium leprae diretamente nos esfregaços de raspados intradérmicos das lesões hansênicas ou de outros locais, como os lóbulos auriculares e/ou cotovelos.
De acordo com a resposta imunológica específica ao bacilo, a infecção evolui de diversas maneiras. Essa resposta imune constitui um espectro que expressa as diferentes formas clínicas.